terça-feira, 6 de outubro de 2009

E os ateus para onde vão?



Desde que o homem atribuiu o inexplicável ao sobrenatural houve a necessidade de que esse sobrenatural tivesse um governador, que seria o criador de tudo e devia ser cultuado a risca, sendo esse criador diferente em cada cultura. Porém devido ao fato de que quando o homem criou a religião, a humanidade já era diversificada, isso fez com que surgissem diversos deuses diferentes, cada um adequado a cultura em que seus idealizadores viviam, surgindo de conveniencias, devaneios e ignorância.



O ateísmo é a posição filosófica de que não existem deuses, ou que rejeita o conceito do teísmo. Em sentido lato, é a ausência de crença na existência de divindades.


A religião é uma das principais fontes de barbáries na sociedade moderna, justificando massacres, guerras e preconceitos, aterrorizando quem se opusesse a seus pensamentos e valores. Sem contar que seu surgimento e seu modelo contribuíram para constituir nossa atual sociedade (ocidental), que é em sua maioria fundamentada nos dogmas judaicos-cristãos.


Essa “herança religiosa” que se abate sobre nossa sociedade ainda intimida muitos, mas hoje temos um maior percentual daqueles que assumem sua posição filsófica. Embora aqui no ocidente o ateísmo seja visto como um pecado mortal, muitos estão perdendo esse medo de se revelarem. Na cultura ocidental, os ateus são vistos como irreligiosos, descrentes e até compactuantes do demônio (o que é um injurio pois o ateísmo nega a existência de todas as divindades, o que inclui demônios).


Embora ultimamente haja inumeras pessoas se assumindo como ateus, muitos ainda relutam em assumir até para si mesmos sua posição.


Quando falo em assumir, não quero dizer gritar pra todo mundo, muito menos pegar uma plaquinha com a frase “Eu sou ateu” e pendurar no pescoço. Mas acho de suma importância a perda do medo de ser crucificado.


É importante conhecer as religiões, para entender porque não segui-las e porque as outras pessoas as seguem. Eu já li a Bíblia inúmeras vezes, nasci e fui criado em um lar cristão, e tenho argumentos para conversar com os cristãos, mas não é por isso que vou dizer que o livro que eles seguem não passa de ficção, ou que há coisas nele que são totalmente sem fundamentos, se alguem tem sua felicidade na sua religião, porque tirar isso dele?


Existem pessoas que se dizem ateus, quando na verdade são apenas pessoas revoltadas com uma ou outra religião, que se forem abordadas para uma discussão nem argumentos tem para fundamentar sua opinião, muitas dessas pessoas não tem argumentos para fundamentar nem a si mesmos, e levam uma vida com um ceticismo cego sem discutir as coisas da vida, que são importantes para alimentar nossa filosofia.


Por isso acredito que é de extrema importância as discussões entre iguais, para que possamos conhecer o que pensamos e o que outros pensam, e que isso seja feito de forma passiva, para que não haja feridos, mas sim pessoas com mentes sadias, limpas e renovadas, e por que não convictas?


Ser ateu não transforma ninguém em monstro, pelo contrário, por carregar a verdade consigo, faz-nos engrandecer o amor pela humanidade e aumentar o desejo de um mundo melhor, sem passar 2009 anos esperando que essa mudança “caia do céu”.


A maior prova da igualdade entre todos, ateus ou não, é o nosso destino.


O pó.

Um comentário:

  1. Parabéns pelo blog, uma excelente iniciativa! Conte comigo marcando presença aqui, te desejo muito sucesso!
    Beijos,

    Leila

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