sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Prazer, sou um ateu...

Como as pessoas acham que sabem o que é um ateu, e criam diversos preconceitos, colocarei aqui algumas idéias que se deve ter sobre os Ateus:

- Um ateu não é inimigo da religião, ele só não acredita em deus.
- Um ateu não acredita em demônios ou em qualquer outra coisa tida como negativa pelos religiosos, nós só não acreditamos em deus.
- Um ateu não é uma pessoa que não acredita em nada. Nós acreditamos em todas as coisas, todo o consenso, além de diversos valores morais, a única diferença é que não acreditamos em deus.
- Um ateu não vai te bater, não vai te maltratar, ele vai até querer seu bem, isso não tem nada a ver com ateísmo, nós só não acreditamos em deus.
- Um ateu vê sentido na vida sim, acredita no próximo, tem preocupações como qualquer um, a diferença é que não acreditamos em deus.
- Um ateu não acredita em vida após a morte, mas isso não quer dizer que ele não de valor a vida, muito pelo contrário, ele valoriza muito a vida justamente pelo fato dela ser única, pois não acreditamos em deus.
- Um ateu é igual a qualquer outra pessoa, ele estuda, se apaixona, se arrepende, sorri, chora, vive igual a qualquer um, ele só não acredita em deus.
- Um ateu luta por seus direitos, pois ele sofre, e muito com o preconceito dos outros, preconceito não por ele ser uma pessoa má, não por não fazerem nada pela sociedade, não por nenhum motivo razoável, mas pelo único fato de não acreditarem em deus.

Enfim, um ateu é uma pessoa comum, igual a qualquer outra, só que ela não acredita em deus.

Se você não consegue enxergar um mundo sem a presença de deus, nós poderemos mostrar como é, basta apenas você nos ouvir, afinal, não iremos tentar te converter ou te convencer a nada, só lhe mostraremos que vivemos sem a presença do seu deus nas nossas vidas.

Se vivemos bem ou mal, deixe que nós mesmo julguemos isso, e tente viver em paz conosco. Você poderá aprender muito com os ateus, assim como os ateus aprendem com os religiosos.



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Religião x Repressão Sexual



O sexo sempre foi mal visto pela maioria das religiões, apesar de todos saberem que o mundo gira em torno da sexualidade das pessoas. Tudo envolve sedução, que em certo sentido, envolve o sexo, o desejo, a libido. Mas pôr que será que o prazer é condenado? Se o prazer traz em si alegria, satisfação, une as pessoas, qual o motivo de sempre ser atacado como algo pecaminoso, sujo e proibido?

Isso se deve a repressão sexual dos sistemas judaico-cristão e islâmico, que em sua origem patriarcal e sexista, define os papéis, ''masculino'' e ''feminino'', que são rigorosamente delimitados de acordo com a ''vontade'' de Deus.

O aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis reforçou um moralismo de certas religiões que sempre colocaram o sexo como mero instrumento da reprodução humana, indo contra a manifestação plena da sexualidade. Em muitas dessas religiões o sexo só é permitido após o casamento e sendo apenas para procriação, forçando uma atitude mais “responsável”, taxando como pecadores os adeptos do sexo casual.

Algumas comunidades islâmicas e outras não-islâmicas do norte da África e Oriente Médio são ainda mais radicais, chegando ao ponto de o prazer para as mulheres ser proíbido. Essas comunidades praticam a mutilação sexual, extraindo o clitóris nas meninas e vêm chamando a atenção do mundo ocidental por conta disso. Contudo, são relatados casos de mutilação sexual feminina em todo o mundo, inclusive em países desenvolvidos.

O homossexualismo incomoda tanto algumas religiões, justamente, porque demonstra que sexo é pelo prazer e pela satisfação e não pensando na reprodução humana. Isto é que incomoda muitas religiões e seitas: a apologia de que sexo é algo divino, que deve ser feito sempre, buscando a satisfação pessoal, o prazer, a satisfação dos desejos carnais. Sexo é uma necessidade humana como o exercício físico, a alimentação, a amizade e tantas outras coisas que fazem parte do dia-a-dia das pessoas.

Essa repressão ao sexo, em sua forma mais humana e livre, afeta profundamente nossa sociedade. Freud com sua visão direcionada para a questão da sexualidade, sempre reforçava que a maioria dos problemas psicológicos tinham origem em alguma repressão sexual. Pessoas que não conseguem lidar bem com seu tesão, sua libido, ou seja, não sabem explorar com plenitude sua sexualidade acabam desenvolvendo problemas de personalidade.

A meu ver, essa repressão ensandecida das religiões sobre a sexualidade humana, é um dos fatores do tormento coroado como o mal do século, a depressão.


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Dos milagres...



Dos Milagres

"O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!"

Mário Quintana

E os ateus para onde vão?



Desde que o homem atribuiu o inexplicável ao sobrenatural houve a necessidade de que esse sobrenatural tivesse um governador, que seria o criador de tudo e devia ser cultuado a risca, sendo esse criador diferente em cada cultura. Porém devido ao fato de que quando o homem criou a religião, a humanidade já era diversificada, isso fez com que surgissem diversos deuses diferentes, cada um adequado a cultura em que seus idealizadores viviam, surgindo de conveniencias, devaneios e ignorância.



O ateísmo é a posição filosófica de que não existem deuses, ou que rejeita o conceito do teísmo. Em sentido lato, é a ausência de crença na existência de divindades.


A religião é uma das principais fontes de barbáries na sociedade moderna, justificando massacres, guerras e preconceitos, aterrorizando quem se opusesse a seus pensamentos e valores. Sem contar que seu surgimento e seu modelo contribuíram para constituir nossa atual sociedade (ocidental), que é em sua maioria fundamentada nos dogmas judaicos-cristãos.


Essa “herança religiosa” que se abate sobre nossa sociedade ainda intimida muitos, mas hoje temos um maior percentual daqueles que assumem sua posição filsófica. Embora aqui no ocidente o ateísmo seja visto como um pecado mortal, muitos estão perdendo esse medo de se revelarem. Na cultura ocidental, os ateus são vistos como irreligiosos, descrentes e até compactuantes do demônio (o que é um injurio pois o ateísmo nega a existência de todas as divindades, o que inclui demônios).


Embora ultimamente haja inumeras pessoas se assumindo como ateus, muitos ainda relutam em assumir até para si mesmos sua posição.


Quando falo em assumir, não quero dizer gritar pra todo mundo, muito menos pegar uma plaquinha com a frase “Eu sou ateu” e pendurar no pescoço. Mas acho de suma importância a perda do medo de ser crucificado.


É importante conhecer as religiões, para entender porque não segui-las e porque as outras pessoas as seguem. Eu já li a Bíblia inúmeras vezes, nasci e fui criado em um lar cristão, e tenho argumentos para conversar com os cristãos, mas não é por isso que vou dizer que o livro que eles seguem não passa de ficção, ou que há coisas nele que são totalmente sem fundamentos, se alguem tem sua felicidade na sua religião, porque tirar isso dele?


Existem pessoas que se dizem ateus, quando na verdade são apenas pessoas revoltadas com uma ou outra religião, que se forem abordadas para uma discussão nem argumentos tem para fundamentar sua opinião, muitas dessas pessoas não tem argumentos para fundamentar nem a si mesmos, e levam uma vida com um ceticismo cego sem discutir as coisas da vida, que são importantes para alimentar nossa filosofia.


Por isso acredito que é de extrema importância as discussões entre iguais, para que possamos conhecer o que pensamos e o que outros pensam, e que isso seja feito de forma passiva, para que não haja feridos, mas sim pessoas com mentes sadias, limpas e renovadas, e por que não convictas?


Ser ateu não transforma ninguém em monstro, pelo contrário, por carregar a verdade consigo, faz-nos engrandecer o amor pela humanidade e aumentar o desejo de um mundo melhor, sem passar 2009 anos esperando que essa mudança “caia do céu”.


A maior prova da igualdade entre todos, ateus ou não, é o nosso destino.


O pó.